InovaçãoTech for People

Como a transformação digital beneficia a saúde materna?

De acordo com este post da Unicef, desde o ano 2000, as taxas de mortalidade materna e infantil ao redor do mundo diminuíram mais de um terço. Este avanço se dá pela constante preocupação de órgãos como Nações Unidas e Organização Mundial da Saúde garantirem melhor acesso a serviços médicos de qualidade a todos os povos, sobretudo os menos favorecidos.

No Brasil, apesar de entre 2017 e 2018 a taxa de mortalidade materna, que acontece até 42 dias após o parto, ter sido reduzida em 8,4%, ainda são muito altas. A iniciativa global ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) convocou o país a criar metas que reduzam a Razão de Mortalidade Materna para menos de 70 mortes por 100 mil nascidos vivos.

O fato é que muitas das mortes maternas e infantis poderiam ser evitadas com maior acesso aos serviços de saúde materna e melhor qualificação dos profissionais que atendem este nicho populacional. 

A grande novidade é que, com o grande boom da transformação digital nos cuidados médicos, a tecnologia tem conseguido transformar a jornada de saúde materna de ponta a ponta, do pré-natal ao pós-parto. 

Para entender melhor de que forma estas inovações podem dar mais qualidade de vida para mulheres grávidas e ajudar a reduzir as taxas de mortalidade maternas, continue acompanhando este post!

Transformação digital na jornada da saúde materna

As altas taxas de mortalidade materna têm feito com que profissionais da medicina busquem alternativas para entender melhor as principais causas do problema e monitorar as grávidas para que possam ser identificados rapidamente.

Assim como acontece em muitos outros casos que envolvem saúde, o uso da tecnologia para monitoramento a distância tem sido muito eficiente. 

No caso das gestantes, a integração de soluções de monitoramento remoto com atendimento virtual consegue capturar e mensurar dados que facilitam a comunicação em tempo real entre pacientes e profissionais. A partir dessas informações, medidas preventivas podem ser tomadas rapidamente, evitando possíveis problemas.

Conheça algumas importantes iniciativas atuais que estão unindo tecnologia à saúde da mulher:

# 1 - Plataforma de monitoramento INVU

No início de 2020, a empresa Nuvo Inc. recebeu autorização da FDA, agência federal norte-americana de saúde e serviços humanos, para disponibilizar sua plataforma de monitoramento INVU. 

Este dispositivo pode ser prescrito para as gestantes logo que atingem a trigésima segunda semana de gravidez. O sensor wearable da INVU mede os batimentos cardíacos maternos e fetais e registra as informações em seu aplicativo móvel.

O aplicativo ainda fornece informações personalizadas para as mulheres e comunica os dados aos profissionais que acompanham a gestação, facilitando as visitas virtuais.

# 2 - Mommy Kit, da Babyscripts

Babyscripts é uma plataforma de atendimento virtual que fornece um kit para gestantes que inclui um manguito de pressão arterial e uma balança. Usada em conjunto com o aplicativo, a plataforma ajuda as mulheres a gerenciarem suas gestações, enquanto os profissionais da saúde podem obter mais dados em tempo real do progresso das pacientes. 

No início de 2020, a Babyscripts anunciou uma parceria com a George Washington Medical Faculty Associates para adicionar recursos contra a Covid-19 para mulheres grávidas.

Quando usadas juntas, as plataformas virtuais podem reduzir a frequência de visitas pessoais, especialmente para gestantes de baixo risco. Em meio à pandemia da Covid-19, isso se tornou uma necessidade urgente para ajudar este grupo populacional a evitar hospitais lotados.

No futuro, essa abordagem poderá causar uma mudança de longo prazo na maneira como certos elementos da assistência materna são fornecidos.

# 3 - BellaMaterna

A BellaMaterna é uma startup brasileira que criou uma plataforma on-line para facilitar o contato das gestantes com os profissionais dos planos de saúde em casos de gestações de baixo risco. 

A empresa percebeu que 80% das visitas e consultas das mulheres grávidas eram usadas como forma de tirar dúvidas. Ou seja, se este atendimento pudesse ser resolvido de forma virtual, as operadoras de saúde poderiam reduzir o dinheiro gasto com consultas desnecessárias.

No entanto, com a aprovação da Lei nº 13.989/20, que regulamenta a telemedicina em território brasileiro enquanto durar a pandemia da COVID-19, a BellaMaterna decidiu acelerar a expansão dos negócios. Atualmente a plataforma já conta com 120 profissionais atendendo ao público a distância e pretende aumentar este número para 320 até o final de 2020. 

A BellaMaterna é um exemplo de empresa que viu num momento tão sensível quanto a crise atual uma forma de usar a transformação digital para beneficiar não apenas os negócios como também a saúde das gestantes em isolamento social. 

O futuro da saúde da mulher

Os exemplos destacados acima já estão em uso atualmente, beneficiando um grande número de mulheres, principalmente neste momento de reclusão. No entanto, a transformação digital neste segmento é muito abrangente.

A coleta de dados em tempo real ajuda a suprimir o grande gap de pesquisas clínicas específicas para a saúde feminina. A análise de novos conjuntos de dados genômicos também pode desempenhar um papel fundamental na melhor compreensão de doenças. 

Todas estas iniciativas poderão contribuir para o desenvolvimento de planos de atendimento mais customizados. E as tendências de investimento futuro vão muito além da gestação e abrangem desde a desmistificação da menopausa, que leva mais qualidade de vida às mulheres maduras, até métodos contraceptivos personalizados. 

Para mais notícias sobre transformação digital na área de healthcare, continue acompanhando os Trends da GR1D Insurance.