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Definição de políticas otimiza a gestão de APIs pelas seguradoras

O mercado de seguros não para de se reinventar. Na era da transformação digital, investir em novas tecnologias, soluções e ferramentas é urgente para se manter competitivo. Somente assim as seguradoras podem ganhar destaque em meio a tantos concorrentes. Os aplicativos e sistemas de gestão são algumas das ferramentas mais usadas atualmente. Contudo, sozinhos eles não fazem muito pelo cliente.

Para viabilizar o acesso dos segurados aos recursos e funcionalidades digitais, as APIs, sigla para Application Programming Interface (em português, Interface de Programação de Aplicativos), são indispensáveis. Cada vez mais usadas pelos desenvolvedores de sistemas, elas proporcionam a integração entre diferentes aplicações. 

Como a maioria dos softwares não são completos, o desenvolvedor busca APIs prontas e cria outras para a execução de objetivos específicos. Desse modo, cada API desempenha uma tarefa, sendo que a integração de todas permite a realização de uma tarefa maior. 

Todavia, é fundamental organizar a comunicação entre essas aplicações, para garantir sua integração. Daí a importância de conhecer as políticas em APIs, saber como defini-las e mantê-las separadas. 

Ficou interessado e quer aprender mais sobre essas políticas? Avance na leitura do texto! 

Conceito de Políticas em APIs

Para assegurar a interface entre aplicações não basta ter APIs selecionadas a dedo, é preciso planejar também a definição de políticas em APIs. 

Na prática, as políticas consistem de sólidas habilidades em um sistema de API que permitem o ajuste da programação de desempenho da API por meio de uma configuração precisa. 

Como normalmente uma API é desenvolvida para ser usada como interface pública de comunicação, ter controle sobre ela é fundamental. Afinal, se a seguradora decidir liberar APIs, sem estabelecer regras, pode ser que ela se depare com problemas ocasionados pelo uso inadequado. 

Ao conhecer e definir as políticas em APIs, é possível manter tudo sob controle e obter outras vantagens, como, por exemplo, maior segurança e escalabilidade. As políticas em APIs funcionam como elementos responsáveis pela criação de uma função limitada. 

Dessa maneira, você orienta o consumidor da sua API para que ele use sua infraestrutura de forma mais consciente.

Como as políticas em APIs funcionam?

 Como o bom uso das APIs depende unicamente de quem está utilizando as interfaces, é importante que as seguradoras compreendam o real valor de definir políticas em APIs. Sem elas, o gerenciamento das interfaces pode ser muito mais complexo e ainda trazer problemas. 

Atualmente, no mercado de seguros, já existem muitas variações das políticas em APIs. Com a política de gerenciamento de tráfego, por exemplo, é possível ativar e impor partes das suas políticas de API, o que ajuda a impedir possíveis ataques.

Já as políticas de segurança oferecem suporte à verificação e validação dos usuários. É importante definir também uma "política de mediação", que visa garantir o controle do fluxo de mensagens gerenciado pelas APIs.

Na abordagem das políticas em APIs RESTful, é possível usar duas modalidades diferentes para definição de limites de uso. 

Rate-limiting é a configuração do limite de requisições aceitas por uma API em um determinado intervalo de tempo. Isso pode ser medido em segundos, horas e dias. A seguradora pode definir, por exemplo, 100 requisições a cada 1 hora. Com essa política, é possível proteger a API de um alto consumo de requisições.

Já o Throttling é a configuração da fila de requisições excedidas para processamento em um intervalo de tempo. Em outras palavras, trata-se do tempo de delay do processamento da requisição após ultrapassar os parâmetros de rate limit. Por exemplo: 2 retentativas com delay de 1 minuto. Essa é a política que prepara a API para os momentos de picos de acesso.

Ambas as políticas em APIs podem ser configuradas por cliente, por recurso, pela API, entre outros.

Por que é necessário separar as políticas de APIs?

Quando a seguradora opta por manter suas políticas em API separadas, ela consegue garantir o controle sobre o desempenho e a entrega delas. Ou seja, focar esforços nesta definição é a melhor maneira de proteger as interfaces e viabilizar futuras implantações. 

Para obter esses benefícios, é importante observar que as políticas em APIs devem ser reutilizáveis ​​para economizar dinheiro e tempo, bem como evitar possíveis erros na implementação. 

Contar com um programa de gerenciamento de APIs é uma ótima maneira de ter certeza de que os ciclos de vida das políticas definidas estão sendo administrados separadamente. 

De outro modo, as políticas em APIs também permitem que as seguradoras modernizem a estratégia das interfaces, mantendo as APIs atualizadas e otimizadas. 

Quer saber mais sobre a importância e o valor das APIs no mercado de seguros? Confira o artigo Transformação digital: entenda a importância das APIs.