InovaçãoSegurosInsurtechs

Entenda porque as insurtechs precisam de regulação

Startups: o mundo nunca falou tanto dessas empresas inovadoras como agora. Isso porque antes elas não tinham o mesmo protagonismo de hoje. Nas mais diferentes áreas, elas usam a tecnologia para oferecer serviços inovadores de alto valor agregado. Neste cenário, as insurtechs, startups do segmento de seguros, vêm se destacando e se multiplicando. 

No Brasil, esse é o tipo que mais cresceu. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o Brasil já conta com 47 insurtechs. Um verdadeiro boom que fortalece a inovação em seguros.

Afinal, as startups surgem com a proposta de apoiar as seguradoras, tornando-as mais eficientes. Dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara e-net), divulgados em matéria do Valor Econômico, apontam que 62% das startups brasileiras de seguros têm como objetivo principal oferecer serviços para potencializar os negócios das seguradoras.

Ou seja, elas vêm para somar.

Contudo, um novo mercado exige regras e normas, que sejam capazes de organizar os processos e serviços derivados da inovação tecnológica. É por isso que chegou a hora de pensar em regulação. Saiba mais sobre esse movimento com a leitura desse artigo!

#1 Seguradoras precisam inovar em um mercado altamente regulado 

Não é novidade para ninguém o fato de que as companhias de seguros atuam em um mercado sistematicamente regulado, supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados. Contudo, mesmo limitadas pelas normas, elas se vêem diante do desafio de inovar. É aí que as insurtechs surgem como parceiras.

Elas têm uma perspectiva de atuação diferente, porque trabalham com uma visão muito mais inovadora. Muitas vezes, as startups têm soluções interessantes, porém as seguradoras não conseguem adotar devido às limitações impostos por algumas regras. Logo, o mercado fica travado e o cliente deixa de ter acesso a serviços disruptivos. 

Por isso, a regulamentação é tão importante. Quando ela acontecer, certamente o mercado de seguros vai estabelecer um ritmo de crescimento acelerado.

#2 Expansão e melhor experiência para o cliente

Com a regulação das startups de seguros, o foco delas também deve mudar. Isso porque, com novas regras e normas, será mais fácil planejar uma estratégias de expansão clara e consistente.

Além disso, a regulação também permitirá que as startups voltem, cada vez mais, seu foco para melhorar melhorar a experiência do consumidor.

Com a inovação tecnológica e as mudanças na regulação do setor, elas ganham condições de ampliar os serviços e ofertas para os clientes. Com isso, aumenta também a competitividade em termos de preços e concorrência, o que é muito positivo tanto para o mercado quanto para o consumidor. 

Agora, a palavra de ordem para o sucesso é pensar no cliente e na experiência dele, acima de tudo.

#3 Susep começa o movimento pela regulação das insurtechs

De olho nos benefícios que a regulação pode trazer para o mercado e, especialmente, para o segurado, a Susep iniciou o movimento que irá melhorar a operação das startups e viabilizar as parcerias com as seguradoras. 

Durante o CQCS 2019, um dos principais eventos da América Latina do setor de seguros, em junho, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) apresentou a intenção de implantar um modelo de regulamentação das startups de seguros no Brasil.

Ao conduzir o painel “Insurtechs precisam de regulação?”, Eduardo Fraga, diretor da Susep, e três advogados que atuam no setor de Seguros discutiram outros aspectos importantes, além da regulamentação. É preciso, por exemplo, avaliar a necessidade de “normatizar serviços tão especializados, diversificados e que não existiam antes”.

Como o processo da regulação ainda está em discussão, Fraga destacou que o mercado tem livre concorrência e deve manter seu foco no segurado. "Temos hoje uma cadeia de valor mais fragmentada. Aqui a batalha sempre vai ser na transparência ao consumidor. A questão é dar livre escolha contanto que ele esteja consciente das escolhas que está fazendo. Isso está dentro das normas de conduta”, afirmou.

#4 Insurtechs descomplicam o acesso a seguros e fazem sucesso

Uma das principais contribuições das startups é a desburocratização. Elas vêm se destacando justamente por oferecer rapidez e alta disponibilidade na oferta de serviços.

A Platenun é um dos cases de sucesso. Criada em 2014, a startup brasileira usa a inteligência artificial e análise de dados para prestar o serviço de vistoria de carros. A proposta é diminuir o longo período de espera dos clientes. Ao reportar um sinistro, o usuário tira fotos de seu veículo e envia à empresa, que compara com as imagens anteriores, obtidas no ato da contratação da apólice. 

Na sequência, a Planetun envia as imagens para análise da seguradora, com informações adicionais para o relatório, como data e local de produção das fotos. Usando uma ferramenta de inteligência artificial da IBM, a startup quer concluir a vistoria, que levava dois dias, em menos de 24 horas. Isso porque as imagens com as imagens verificadas pelo algoritmo, os técnicos das seguradoras podem emitir um parecer dentro de seis horas.

Esse é um exemplo de como a parceria entre companhias de seguros e startups pode ser interessante e produtiva para todo o ecossistema de mercado. A experiência do cliente melhora e o mercado também sai ganhando. 

Certamente um dos resultados mais expressivos, com a desburocratização dos processos de seguros, é o amplo acesso aos serviços. Logo, mais pessoas estarão seguradas, usufruindo dos benefícios de ter proteção para várias situações.  

Do seguro de vida, um dos mais tradicionais, até o seguro de drone, que ilustra esse novo tempo, todos podem estar ao alcance do cliente. Tal disponibilidade de acesso será ainda maior a partir do momento que seguradoras possam celebrar parcerias com insurtechs, em um mercado devidamente regulado. 

Quer conhecer outras tendências em inovação em seguros? Continue acompanhando o blog!