Inovação

Entenda porque os modelos de API impulsionam a inovação

O mundo está vivendo uma nova era. A transformação digital está em curso e exige que pessoas e empresas se reinventem. De algum modo, todos buscam fazer diferente, incorporar novas tecnologias, simplificar processos e otimizar resultados.

Ao aderir a novas tendências como inteligência artificial, cloud computing e blockchain, as organizações abrem espaço para novos negócios, mas também encaram desafios igualmente importantes. Para oferecer serviços baseados em plataformas digitais, por exemplo, é preciso priorizar a adoção de APIs.

Contudo, muitas dúvidas podem surgir nesse processo de inovação. Afinal, quais os tipos de API podem ser usados? Se o desenvolvimento é de tecnologia para seguros, como saber qual deles é o mais indicado para uso?

Confira, a seguir, a apresentação das principais.

# 1 SDK

A sigla por extenso - Software Development Kit - já indica a definição mais precisa de SDK: trata-se de um kit que fornece um conjunto de ferramentas, exemplos de códigos, documentações, processos e guias para ajudar no desenvolvimento e na criação de aplicações de software em uma plataforma específica.

Os SDKs costumam funcionar como atalhos importantes. Afinal, eles ajudam a reduzir o tempo e o esforço que seriam requeridos para que os profissionais tivessem condições de escrever seus próprios códigos.

Além disso, os SDKs estão presentes em muitas aplicações no dia a dia. Também conhecido como devkit, o SDK do Android, por exemplo, inclui:

  • Android Studio;
  • Documentação;
  • Emulador do Android;
  • Exemplos e tutoriais.

Basicamente, são os SDKs que oferecem suporte para a maioria dos programas com os quais um usuário moderno pode interagir. Ou seja, desde o navegador que as pessoas usam no desktop do escritório até os games que elas jogam no fim do dia, muito disso foi construído com base em um SDK, antes mesmo de uma API ser usada para comunicar com outras aplicações.

# 2 Software como Serviço (SaaS)

Sabe aquela conta de e-mail sincronizada, que você acessa em vários dispositivos - desktop, smartphone e tablet - e em qualquer lugar do mundo? Ela é o exemplo mais simples de como é possível se conectar e usar aplicativos baseados em nuvem pela Internet, usando o SaaS (Software como Serviço). 

Portanto, o modelo pode ser definido como uma solução de API de sistema completa que pode ser comprada de um provedor de serviço de nuvem. Neste formato, toda a infraestrutura, middleware, bem como o software e os dados de aplicativo ficam no data center do fornecedor. Ele é responsável por garantir a disponibilidade e a segurança do aplicativo e de seus dados.

Na realidade das empresas, vários aplicativos em formato SaaS podem ser incorporados à estrutura da organização para auxiliar em diferentes demandas, tais como:

  • Gestão de tempo e de produtividade;
  • Gestão colaborativa;
  • Gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM),
  • Planejamento de recursos empresariais (ERP);
  • Gerenciamento de documentos.

Dentre tantas vantagens, é possível elencar algumas das principais que podem ser obtidas com o uso de aplicativos SaaS:

Dispensa instalação: não é necessário adquirir, instalar, atualizar ou manter hardware, middleware ou software.

A empresa paga apenas pelo que usar: é possível economizar, uma vez que o serviço SaaS escala verticalmente e horizontalmente de acordo com o nível de uso.

Foco no que realmente importa: como o provedor entrega os aplicativos prontos para execução em tipos diferentes de computadores e dispositivos, você não precisa se preocupar com isso. Além disso, um bom parceiro fornece uma API com a garantia da segurança de dados, independentemente do tipo de dispositivo.

Acesso a dados de aplicativos em qualquer lugar e em tempo real: com os dados armazenados na nuvem, é possível acessar as informações por meio de qualquer dispositivo conectado à internet, sendo garantida a segurança e a disponibilidade dos dados.

#3 Swagger

A estrutura da API deve permitir a interoperabilidade entre usuários e aplicações. Por isso, a adoção de padrões de linguagem e de representação é fundamental tanto para a interpretação dos homens como também das máquinas.

Neste contexto, surge o formato Swagger que nada mais é do que uma representação da API REST (Representational State Transfer, em português, Transferência de Estado Representacional), ou seja, uma abstração da arquitetura da web.

Em resumo, o REST baseia-se em princípios/regras/constraints. Sempre que seguidas à risca, elas permitem a criação de um projeto com interfaces bem definidas, resultando, por exemplo, na construção de aplicações que se comunicam.

Com este tipo de formato, o desenvolvedor pode ter ao seu alcance uma documentação interativa da sua integração e, ao mesmo tempo, fornecer uma plataforma de testes para seus serviços. Ou seja, ele pode modelar e vê-la funcionando, simultaneamente, no site.

Atualmente, empresas como Paypal, Gettyimages e Microsoft já usam o Swagger. Assim, enquanto a equipe modela também vê a integração funcionando no site.

# 4 JSON

A JavaScript Object Notation, ou, simplesmente, JSON é a integração do Java que permite analisar, gerar, transformar e consultar dados. Trata-se de um formato leve para intercâmbio de informações. Baseado em texto e independente da linguagem de programação, garante facilidade na hora de escrever e ler tanto para seres humanos como para máquinas.

JSON pode representar dois tipos estruturados:

  1. Objeto: coleção não ordenada de zero ou mais pares de nomes/valores e matrizes;
  2. Matriz: sequência ordenada de zero ou mais valores.

Confira um exemplo de dados no JSON:

Os valores podem ser strings, números, booleanos, nulos, objetos e matrizes. Na prática, é possível usar JSON APIs de modelos de objetos e de streaming. Veja como se comporta cada uma delas.

Integração de modelos de objetos: cria uma estrutura de árvore, de acesso aleatório, representando os dados JSON armazenados na memória. Ou seja, permite que o desenvolvedor percorra a árvore e faça consultas. É o modelo de programação mais flexível, sendo indicado, especialmente, quando há necessidade de acesso à totalidade do conteúdo da memória. Contudo, não é tão eficiente como o modelo de streaming.

Integração de streaming: permite que o programador faça análise e geração de JSON em streams. Como oferece ao desenvolvedor a possibilidade de avaliar eventos, também garante maior controle procedimental do processamento JSON. É possível, por exemplo, processar ou descartar o evento analisado e requisitar o próximo evento. Esse é o modelo mais indicado para o processamento local quando não se requer acesso aleatório a outros dado. Esse tipo de integração permite ainda gerar JSON em stream, registrando um evento em cada inserção. Descubra, na prática, como aperfeiçoar os processos de desenvolvimento!