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Inovação disruptiva no setor de seguros nunca foi tão necessária

Atualmente, em face da crise global causada pelo coronavírus, mais do que nunca as empresas estão sob pressão intensa para colocar em prática a transformação digital. Ela é fundamental para inovar produtos, transformar modelos de negócios e operações, tornando-os mais atraentes e competitivos em um momento tão delicado.

De acordo com uma pesquisa qualitativa realizada pela Ipsos, visando identificar os maiores aprendizados que as marcas podem tirar desta situação, a tentação é esperar passar o turbilhão da pandemia sem alarde e grandes impactos. 

Mas, segundo o estudo, o surto do coronavírus é uma janela de oportunidade única para que as empresas estejam presentes na vida das pessoas, construindo um vínculo de confiança para o futuro.

Enquanto procuram apenas maneiras de sobreviver, muitas empresas esquecem que isso exige muitas vezes pensar no futuro!

Veja, neste post, como analisar os tipos de inovação garante insights preciosos para os mais diversos tipos de empresas que compõem o ecossistema de seguros.  

1. Inovação disruptiva

O conceito de inovação disruptiva, criado por Clayton Christensen, professor da Harvard e consultor de inovação, em 1995, tornou-se uma das teorias fundamentais da indústria de tecnologia. Todos, de Steve Jobs e Reed Hastings a Jeff Bezos, citavam-no como uma influência.

De acordo com Christensen, pequenas empresas, com poucas pessoas e recursos limitados, poderiam, em certas circunstâncias, destituir empresas muito maiores e mais bem capitalizadas.

Ele argumenta que, à medida que as empresas crescem, mudam o foco da aquisição de novos clientes para a retenção dos mais valiosos. Esta é uma estratégia voltada a criar estabilidade e manter a receita máxima. Mas inevitavelmente ignora uma grande parte dos clientes em potencial.

Com isso, as startups ganham posição no mercado, visando os clientes ignorados e construindo para eles. Por exemplo, as empresas que oferecem um serviço semelhante a um preço mais baixo podem abocanhar maior participação do mercado tradicional.  E se eles podem começar a expandir o mercado, mantendo essa vantagem competitiva, roubam cada vez mais clientes.

É o que está acontecendo com o ecossistema de seguros, cuja transformação digital está em pleno andamento e é uma prioridade do negócio. É uma das indústrias mais competitivas e enfrenta vários desafios. 

A transformação digital no setor de seguros oferece vantagens reais e tangíveis para reduzir custos, aumentar a eficiência, oferecer novos serviços, criar melhores relações com os clientes e combater a fraude.

2. Inovação de produtos

Para Ben Thompson, fundador e analista de tecnologia da Stratechery, a inovação disruptiva vem na forma de produtos completos, integrados e de ponta a ponta que transformam a experiência do usuário.

Uma das principais tendências é o uso de ferramentas tecnológicas e da automação em seguros. Tecnologias como inteligência artificial, análise de dados e plataformas de Internet das Coisas trouxeram inúmeros benefícios. Entre eles, aumento de eficiência, redução de custos, possibilidade de ganhos de escala e impulsionaram a criação de novos produtos.

Segundo o Gartner, até 2023, 80% das empresas que usam inteligência artificial (IA) alcançarão pelo menos uma melhoria de 25% na receita de satisfação do cliente ou cortes de custos. 

O mercado de insurtechs trouxe novas possibilidades. Essas empresas exploram a automação de processos, utilizando a tecnologia para promover a redução de custos, encurtar os ciclos de serviços, tornando-os mais ágeis e menos burocráticos.

Com a IoT e Analytics é possível, por exemplo, instalar dispositivos de telemetria em veículos e enviar os dados coletados para as seguradoras. Além disso, utilizando machine learning, a seguradora consegue mapear padrões de comportamento fraudulentos com agilidade, reduzindo o número de fraudes em notificações de sinistros. Ou seja, a tecnologia apoia tanto a prevenção quanto o combate às fraudes.

Da mesma forma, para fazer uma comunicação de sinistro basta usar o aplicativo e a câmera do smartphone para processar uma reivindicação sem precisar falar com ninguém

Outra modalidade que começa a ser oferecida é o seguro como serviço. Por exemplo, os seguros de carro ou câmera fotográfica, que só se aplicam quando eles são usados.

Tudo Isso têm conquistado cada vez mais mercado. A digitalização é um dos principais fatores que influenciam o crescimento do mercado de insurtechs. 

3. Inovação do modelo de negócios

De acordo com Fred Wilson, da Union Square Ventures, a força mais perturbadora nos negócios não é a nova tecnologia, mas sim a inovação do modelo de negócios que a tecnologia permite.

O uso de tecnologias digitais no setor de seguros, como inteligência artificial e machine learning, analisam o comportamento do consumidor e indicam o melhor produto. Com isso, otimizam o processo de vendas e oferecem eficiência operacional ao corretor, além do blockchain, que traz segurança e rapidez nas transações.

As seguradoras e corretoras tradicionais, que são os agentes do ecossistema,  precisam entender a proposta de valor das insurtechs. Mais que isso, devem utilizar esta proposta para alavancar seus negócios, seja como canal de distribuição ou como fornecedor de soluções para problemas específicos. Isso traria eficiência, aumento de margem e satisfação do consumidor nos processos de vendas e pós-vendas.

Para integrar o ecossistema de seguros e atender às demandas dos clientes, as seguradoras tradicionais precisam reorganizar a estrutura interna, facilitando essa conectividade com os parceiros. 

O desafio das companhias de seguros é imaginar sua organização como parte integrante de uma plataforma de seguros. Ou seja, é preciso desintegrar os produtos do formato atual, embalando-os novamente em um conjunto de recursos que permita a conectividade por meio de APIs

Somente com essa abordagem será possível inovar com mais velocidade, usando as funcionalidades disponíveis em todo o ecossistema de parceiros. 

4. Inovação da experiência do cliente

Com o avanço da tecnologia e a popularização de algumas ferramentas, os hábitos digitais dos consumidores mudaram muito. Agora, mais do que antes, eles buscam disponibilidade de serviços on-line, facilidade no contato com a empresa, solução rápida de problemas, experiência de compra e atendimento 100%.  

No ecossistema de seguros, proporcionar uma user experience superior ao cliente exige investimentos significativos. Muitas melhorias ​​e colaboração entre os canais e funções de negócios do cliente, desde a distribuição e subscrição até o tratamento de reclamações.

Oferecer experiências multifuncionais e multicanais para os clientes deve ser uma prioridade para as seguradoras.

Utilizar a tecnologia e os dados disponíveis para aprimorar as comunicações de seus clientes é uma das formas  para melhorar a experiência do cliente. As seguradoras têm quantidades muito maiores de dados sobre seus clientes do que a maioria dos outros setores. 

Alavancadas de forma eficaz e combinadas com a tecnologia certa, as seguradoras podem usar esses dados para fornecer uma comunicação hiperpersonalizada, oportuna, relevante e útil. Para saber mais sobre automação em seguros, acompanhe o Trends.