InovaçãoAISegurosAutomação em seguros

Inteligência artificial no mercado de seguros

A inteligência artificial já está entre nós. Aliás, está cada vez mais perto de chegar à realidade de filmes como Inteligência Artificial, no qual um menino-robô é programado para amar. Esse avanço é impulsionado pelo movimento de transformação digital que impacta todos os setores.

Um exemplo é a robô Sophia. Projetada pela empresa Hanson Robotics, ela tem uma forma humanoide aliada a uma poderosa IA. Em 2017, Sophia foi apresentada ao mundo na Organização das Nações Unidas (ONU) e reconhecida como uma cidadã da Arábia Saudita.

Com o potencial de ser uma ferramenta disruptiva, a inteligência artificial também chegou ao mercado de seguros. Quer conhecer o conceito de inteligência artificial e compreender como ela pode contribuir para automação de seguros e a oferta de produtos melhores

Avance na leitura do artigo.

#1 Conceito e estrutura

Antes de apresentar a definição, vale lembrar que esse não é um conceito novo. Ainda em 1956, o professor John McCarthy, da Universidade de Stanford, designou o termo para descrever um mundo no qual as máquinas seriam capazes de “resolver os tipos de problemas que hoje (à época dele) são reservados para humanos.”

Em suma, essa é a proposta da IA: desenvolver tecnologias que permitam às máquinas pensarem como seres humanos, tendo a capacidade de aprender, raciocinar, perceber, deliberar e decidir de forma racional e inteligente.

O mundo evoluiu de tal modo que hoje a IA é possível graças ao uso de um conjunto de tecnologias disruptivas. Veja só a fórmula:

Big Data + Computação em nuvem + modelos de dados = máquinas mais inteligentes

#2 Qual sua relação com as APIs?

Para tornar a inteligência artificial um projeto viável, a coleta de dados é indispensável. A boa notícia é que as APIs facilitam esse processo. Como muitos dispõem dessa ferramenta de integração, acesso aos dados é bem simples. A pergunta é: o que fazer com tantas informações? Como encontrar padrões, analisar contextos e aprender?

Algumas das melhores APIs do mercado fornecem essas respostas. Confira, a seguir,. a proposta de algumas delas.

  1. Prediction, do Google: oferece serviços de comparação de dados e descoberta de padrões. É possível enviar seus dados e recebê-los de volta cruzados, criando ferramentas para detecção de spam, análise de comentários como positivos ou negativos e avaliação do valor que o usuário se dispõe a gastar a cada dia.
  2. Alchemy, da IBM: oferece integrações com uma suíte de funções para análise de textos e imagens. Assim, é possível identificar padrões e adicionar semântica e compreensão até mesmo às informações desorganizadas. Dentre outras funções, é possível: fazer análise de sentimento, entender sobre quem ou o que se está falando, identificar as palavras-chave de um texto e detectar quase 100 idiomas diferentes.

#3 Qual a expectativa desse mercado?

A tecnologia para seguros já vem sendo incorporada pelas empresas do setor. A IA, especialmente, tem sido usada para a realização de várias tarefas, como atendimento ao cliente, cotação e emissão de apólices.

Na interação com o consumidor, essas ferramentas aprendem diversas maneiras de se comunicar com os humanos. Elas captam e interpretam emoções e até mesmo o estado de espírito dos participantes da conversa.

Além disso, outra contribuição fundamental da ferramenta para o mercado de seguros é a aplicação da ciência de dados que permite programar rotinas de análise e comunicação e ajuda a realizar previsões. Com base nas informações extraídas de aplicativo via API, é possível prever o estilo de condução de um motorista, por exemplo.

Já a criação de assistentes virtuais de atendimento, conhecidos como chatbots, além de tirar dúvidas, têm potencial de acelerar a venda. O mercado de seguros acredita que os bots podem se tornar assistentes pessoais dos corretores, com a função de alimentar o funil de venda e captar o usuário on-line, para que a conversão seja concluída pelo profissional.

#4 Como usar?

Atualmente, é possível incorporar a IA em várias estratégias do negócio, tais como:

Capacitação: seguradoras vêm investindo na tecnologia para treinar agentes, corretores e colaboradores, visando melhorar a experiência do cliente com serviços personalizados e automatizados e resolução rápida de problemas.

Personalização: a ferramenta facilita a personalização dos serviços, seguindo as preferências e demandas de cada cliente, e garantindo mais efetividade e agilidade para os processos.

Atendimento ao cliente: cada vez mais, as pessoas desejam ser atendidas no seu tempo. Com o uso de um assistente virtual, a seguradora pode manter atendimento on-line 7 dias por semana, 24 horas por dia, de modo que o cliente receberá atenção à sua demanda de imediato.

Análise de dados e de perfil: usando o Big Data, a inteligência artificial analisa em detalhes um grande volume de dados, gerando relatórios eficientes. Com base neles, é possível desenvolva o melhor serviço ou produto para o mercado, bem como para o perfil do segurado.

#5 Robô em ação no mercado de seguros

Dentre as empresas que já apostam na tecnologia para seguros, uma delas é o Grupo Wichmann, gestor das Redes Wichmann e Franquias de Seguros Bidon.

Seguindo a tendência, a empresa investiu na tecnologia Segurobot. Trata-se de uma plataforma digital via robô que auxilia os usuários na escolha da melhor opção em seguros, de forma mais prática e rápida.

O sistema interativo agiliza e otimiza o atendimento, oferecendo a melhor experiência ao cliente na hora da contratação de seguros.

#6 Quais os resultados?

A adoção de inteligência artificial é apontada como estratégica para empresas de diferentes segmentos até 2020. Para o mercado segurador, ela traz resultados fundamentais como personalização assertiva de apólices, redução dos custos operacionais e melhor experiência do usuário.

Com novos investimento em inteligência artificial e nas demais tecnologias disruptivas, muitas empresas do setor estão migrando rumo à automação para seguros completa de seus processos. Algumas já aplicam o machine learning na abertura de um sinistro e no atendimento ao cliente.

O consumidor ganha com um atendimento diferenciado, rápido e prático, na hora de contratar e acionar o seguro. Em contrapartida, a seguradora também avança. Uma vez que conquista maior controle no processamento de dados, fecha contratos com mais segurança e ainda reduz custos.

Quer saber mais sobre automação para seguros e transformação digital? Continue acompanhando os conteúdos do Trends.