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Tecnologia para seguros: insurtechs revolucionam mercado

Cada vez mais, a transformação digital estimula o desenvolvimento e a reinvenção de diferentes setores do mercado. Fazer parte desse movimento é uma questão de estratégia para empresas que buscam se destacar e sobreviver.

Mesmo assim, de acordo com a pesquisa “Prioridades dos Executivos de TIC brasileiros para Transformação Digital”, apenas uma em cada quatro empresas no Brasil está madura para esse movimento.

Ainda bem que há quem dê o exemplo. Depois do boom das fintechs, que trouxeram inovação para o setor bancário, agora é a vez das insurtechs que estão “roubando cena” no mercado de seguros.

Elas vieram para promover a desburocratização dos serviços, simplificando muito a vida dos clientes e criando um novo modelo de negócios. Tudo isso é possível por meio do uso da tecnologia para seguros, incluindo o uso de ferramentas disruptivas como as APIs, por exemplo.

Com insurtechs e inovação, a indústria de seguros vive um momento de grande ruptura que, muito além de permitir a conquista de clientes, traz oportunidades capazes de melhorar toda uma estrutura financeira e relações em cadeia.

Quer entender, afinal, o que é uma insurtech e porque ela é transformadora? Continue lendo esse artigo.

#1 O que são insurtechs?

Para começar, vale destacar que a palavra “insurtech” deriva da união de duas palavras em inglês:

Insurance, Seguro + Technology, Tecnologia = Insurtech

Em uma análise do mercado de seguros e do movimento de transformação digital, é possível identificar três fatores centrais que estão permitindo o fortalecimento das insurtechs:

  • Expectativas do cliente
  • Ritmo de Inovação
  • Startups

Basicamente, são esses elementos que permitem a construção de uma definição clara do termo:

As insurtechs são startups que trabalham focadas no cliente das seguradoras, buscando promover a digitalização dos processos burocráticos, com tecnologia para seguros, simplificando a contratação de um seguro.

#2 Insurtechs x seguradoras tradicionais: quais os diferenciais?

Diferente das seguradoras que permanecem operando em um modelo de negócios defasado, as startups se propõem a “falar” a mesma língua dos clientes atuais. Mais do que isso, entregam serviços que atendem às exigências e necessidades deles. 

De todo modo, mesmo considerando a competitividade entre os dois modelos, é possível se concentrar nas contribuições trazidas pelas insurtechs para o mercado de seguros nacional e internacional. O trabalho delas:

  • Melhora a experiência dos consumidores na contratação de seguros;
  • Atrai novos segurados para o mercado;
  • Estimula a criação de serviços inovadores;
  • Incentiva a abertura de outras startups;
  • Desperta um olhar positivo do público em geral para o setor de seguro, especialmente por conta da tecnologia para seguros e da desburocratização.

#3 Qual sua relação com as APIs?

A transformação digital empreendida pelas startups de seguros não fica restrita somente à digitalização de processos. Muito além disso, cria novas experiências digitais para os clientes e novos modelos de negócio a partir da integração com parceiros e do uso de novas tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Analytics, e Blockchain.

Para tanto, o uso de API é indispensável. Isso porque são as aplicações de integração padronizadas que permitem às empresas desenvolverem uma arquitetura de TI mais ágil e integrada. Ou seja, para inovar com iniciativas como oferta de serviços em parceria com outras empresas, alcance de novos canais digitais e aplicação de mecanismos de segurança é preciso ter o suporte das APIs.

#4 Crescimento e perspectivas para o futuro

O impacto da transformação digital empreendida pelas startups de seguros é imenso. É possível tomar ciência dessa dimensão analisando os números do mercado.

Segundo relatório da KPMG, o fluxo global de investimentos de capital de risco nesse mercado passou de US$ 326 milhões em 2012 para US$ 2,1 bilhões em 2017. Considerando os recursos destinados para fusões e aquisições, o crescimento é ainda maior, de US$ 1,2 bilhões para US$ 7,4 bilhões no mesmo período.

Embora o Brasil ainda não tenha dados tão exatos, em 2017, o número de startups em seguros mapeadas pelo site Conexão Fintech saltou de 27 para 57. O crescimento não para!

#5 Tendências: mercado global e brasileiro

Embora o movimento de insurtechs e inovação seja recente no Brasil e no mundo, é possível elencar algumas das tendências dessas startups para os próximos anos. Veja só:

1. Conquista de uma fatia maior do mercado

Segundo dados da PWC, 3 a cada 4 seguradoras acreditam que parte de seu negócio corre o risco de interrupção por causa das startups de seguros. As corretoras tradicionais se deparam com ameaças como a pressão sobre as margens e a perda de participação no mercado. Além disso, elas têm a seu favor a redução de custos e a diferenciação no mercado. Por isso, nos próximos anos, devem conquistar uma fatia ainda maior do mercado de seguros.

2. Amplo uso das novas tecnologias

Embora as seguradoras tenham acesso aos dados do consumidor, a grande maioria delas não tira proveito desse potencial. As startups, sim. Elas estão explorando essas informações para melhorar os serviços.

3. Mais apoio das seguradoras

Como as insurtechs estão fazendo pressão sobre as companhias tradicionais de seguros, a tendência é que nos próximos anos as seguradoras tradicionais se tornem parceiras, invistam ou mesmo adquiram esse tipo de empresa.

#7 Quais tecnologias as insurtechs usam?

Neste contexto, a área de Tecnologia da Informação (TI) é uma grande aliada quando o assunto é insurtechs e inovação, viabilizando a transformação digital das seguradoras com a oferta de soluções tecnológicas para:

  • Detecção de fraudes;
  • Criação de software para cibersegurança;
  • Dispositivos de Internet das Coisas (IoT);
  • Desenvolvimento de plataformas sob demandas;
  • Armazenamento de dados;
  • Software de inteligência artificial;
  • Sistema de pagamentos.

Para o uso destas e de outras tecnologias, as APIs são indispensáveis. Elas viabilizam, por exemplo, uma estratégia omnichannel para a startup. Ou seja, permite que o cliente passe por diferentes canais (website, chatbot, app, totems).

Os aplicativos de integração permitem também que a insurtech tenha acesso a informações específicas como:

  • Perfil do cliente;
  • Personalização, Ofertas Contextualizadas e On-Demand;
  • Prevenção de Fraudes (Score, confirmação de dados, etc);
  • Cotações.
  • Abertura de Solicitações e Status de Sinistros e Serviços

Quer saber mais sobre insurtechs e inovação? Continue acompanhando os conteúdos do Trends.